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Prévia de “The Order: 1886”

Rafael A. Santos Prévias(PS4), PS4 66 visualizações
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Com visuais dignos da atual geração, The Order: 1886 promete sustos e muita violência.

Fomos apresentados ao jogo The Order: 1886 durante a E3 de 2013. Em um vídeo, vimos o que se tornaria uma grande aposta da Sony para 2015, que mostrava o que parecia ser Londres durante a Revolução Industrial, armas estranhas e criaturas misteriosas. Confesso que não consegui me animar na época, já que nenhum gameplay foi exibido e os criadores mal falavam sobre o jogo. Alguns meses depois, pouco antes da E3 2014, mais detalhes começaram a aparecer, junto a um pequeno gameplay. Tudo ficou claro: o jogo seria de tiro em terceira pessoa, com uma premissa steampunk e gráficos extremamente realistas. Desde então, todos pareceram querer saber o máximo possível sobre ele.

The Order: 1886 está sendo desenvolvido pela Ready at Dawn, uma empresa pequena responsável por jogos como a coleção God of War, para PSP. Em diversas entrevistas, os membros da equipe de criação faziam questão de dizer que todos viveram na mesma casa durante anos, antes do desenvolvimento de um jogo para um grande console. Agora, após mais de 10 anos buscando uma oportunidade, todos carregam uma grande responsabilidade — o PlayStation 4 precisa de novos grandes títulos e franquias.

Esqueça o steampunk: tudo é Neo-Vitoriano

As armas podem não existir no mundo real, mas seus efeitos no jogo são devastadores.

Diversos veículos de informação começaram a dizer que The Order: 1886 seria um jogo steampunk, devido aos aparatos modernos em meio a uma civilização antiga. Mas a história não é bem assim. Segundo Ru Weerasuryia, CEO da empresa, todas as tecnologias utilizadas na criação das armas já existiam na época. Com isso, toda a cidade de Londres (que foi fielmente reproduzida) traria uma sensação de realidade e profundidade. Isso exigiu grande trabalho em equipe para criar batalhas que não parecessem exageradas e que desmotivassem o jogador.

O jogo funcionará ao redor de um grupo de pessoas intituladas de A Ordem. Antigas histórias dizem que elas realmente tenham existido, e que tinham a função de proteger a cidade de males maiores como criaturas semelhantes a lobisomens (chamadas de Lycans), que invadiam a cidade e matavam as pessoas. É a função do jogador — que controlará ao menos um personagem da Ordem — eliminar todas as ameaças que eles possam causar à sociedade.

Mesmo com poucos detalhes sobre a história sabemos também que as batalhas serão, em sua maioria, contra pessoas (os Lycans serão mais fortes, aparecendo menos vezes). Não sabemos os motivos para isso, mas há outro item importante que merece atenção: a Black Water. Este líquido escuro aparece diversas vezes pendurado no pescoço dos membros da Ordem, e funciona da seguinte maneira: ao ingeri-lo, todos os ferimentos se curam e o tempo de vida do usuário aumenta. Sabe-se que eles conseguiriam atingir a imortalidade, mas que seriam obrigados a ver todos os entes queridos morrendo como consequência.

Os Lycans (imagem) são criaturas lendárias, e muitos acreditam que tenham existido nos anos 1880.

Apesar de o jogo ser linear, sem espaços abertos para exploração, a equipe investiu pesado na narrativa e no desenvolvimento das personagens. Trabalhando lado a lado com roteiristas da HBO, desenvolveram diversos momentos em que sairemos da cidade principal e viajaremos pelo ar, no que parecem ser dirigíveis, ou por baixo da terra em um enorme sistema de esgoto. Há também a presença do famoso inventor Nikola Tesla, que parece ter papel importante no jogo. Resta saber qual o restante da história e o que nos motivará a seguir adiante.

Não é só atirar na cabeça

Quem já jogou a série Gears of War encontrou diversas semelhanças com a jogabilidade de The Order: 1886. Além de terem o mesmo gênero e um modo de campanha linear, o visual escuro e as mecânicas de combate parecem ser da mesma família. Tudo parece simples: é preciso se esconder para não receber tiro dos adversários e acertá-los quando há uma brecha. Mas o que diferencia o jogo dos demais é justamente o seu sistema de armas.

Muitos equipamentos e armamentos são totalmente novos, sendo necessário explorar os seus funcionamentos.

Na primeira demonstração de The Order: 1886, o jogador tinha o controle de uma arma que não agradou muito aos jogadores. Por conta das limitações tecnológicas da época, era preciso atirar uma espécie de fumaça no adversário — que o deixava desorientado — para depois atirar algo que explodia a fumaça. Apesar de a ideia ser interessante, tudo parecia mais fácil por não ser necessário mirar em uma parte do corpo específica. Mas as coisas começam a ficar interessantes a partir do momento em que o seu arsenal de armas aumenta (e o dos inimigos também): será preciso criar estratégias específicas para cada armamento e adversário.

Nenhum jogo é feito apenas de atirar. Será necessário se esconder e observar os ambientes, com elementos de stealth para planejar os ataques (principalmente quando a munição for curta). Para isso, os desenvolvedores resolveram utilizar uma proporção de tela maior do que o comum, aumentando o campo de visão do jogador. Haverá um botão responsável por fazer a personagem se proteger, facilitando o seu deslocamento pelo cenário.

Será necessário criar estratégias diferentes para cada inimigo. Ou seja, nada de sair atirando para todos os lados.

A Black Water também terá papel fundamental no gameplay. Ainda não sabemos como, mas ela deverá ajudar em momentos de tensão, quando o jogador estiver muito machucado. Ao que tudo indica, o dano será calculado pelas cores da tela, no estilo Uncharted. Há, também, outro efeito causado por ela, chamado Black Sight: o jogador entra em uma espécie de câmera lenta para eliminar os inimigos. Mais detalhes devem surgir em breve.

Atrasos, problemas e medos

Um ponto positivo para a Ready at Dawn é que a ideia de transformar o jogo em algo cinematográfico sempre existiu, e que mesmo as cenas de história serão feitas com processamento em tempo real (o que diminuiu o tamanho do jogo digital, deixando muitos jogadores felizes). Com isso, os loadings devem ser menores e a narrativa terá maior fluidez. Ainda assim, nada é perfeito. The Order: 1886 sempre teve problemas com a mídia:  pouco do jogo foi mostrado em dois anos, e os criadores quase nunca falavam sobre o produto final. Para complicar ainda mais, o lançamento deveria ter ocorrido no final de 2014, mas foi adiado para fevereiro de 2015, deixando um grande número de jogadores preocupado.

Algo que causou certo receio é a utilização de Quick Time Events (quando é preciso apertar o botão que aparece na tela no momento exato) em todos os vídeos liberados até então. Considerando a franquia God of War, que abusa desse sistema, muitos temem acabar assistindo ao jogo, e não jogando-o. Em resposta, a Ready at Dawn ressaltou que os Quick Time Events serão diferentes de tudo o que já foi visto, de modo mais dinâmico.

Em uma das cenas jogáveis, era impossível mover a câmera para longe das personagens: ela automaticamente voltava para elas.

A última demonstração de The Order: 1886 foi jogada por vários profissionais da área, que mostraram preocupação ao ver alguns problemas. O site GameTrailers disse ver diversas animações estranhas (personagens que se moviam de um lugar para outro inesperadamente), personagens iguais e uma inteligência artificial fraca. Outros jogadores afirmaram que atirar na cabeça com armas letais não estaria funcionando bem. Apesar de ser apenas uma demonstração, muitos têm medo de não ter havido tempo o suficiente para que esses problemas tenham sido resolvidos. Torcemos para que sim!

Em meio à escuridão, luz!

É impossível não se animar com The Order: 1886. Mesmo com o pequeno número de informações, ele tem visuais incríveis (dignos de uma nova geração), e traz sistemas interessantes. Pode não ter inovações em sua estrutura, mas deve marcar presença e se consagrar como uma provável grande franquia da Sony, com possíveis continuações no futuro.

Para a nossa sorte, o lançamento do jogo será mundial, no dia 20 de fevereiro. Então, se ainda houver estoque, será possível comprar o jogo sem atrasos! A pré-venda também está sendo feita por diversas lojas, garantindo armas e roupas exclusivas. Se você é dono de um PlayStation 4, vale a pena ficar de olho nesse jogo — ainda ouviremos sobre ele. Veja um pouco do jogo abaixo e prepare-se para a caçada!

The Order: 1886 — PS4

Desenvolvimento: Ready at Dawn
Gênero: Tiro em terceira pessoa
Lançamento: 20 de fevereiro de 2015
Expectativa: 4/5

Fonte: Playstation Blast

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Sobre: Rafael A. Santos

Técnico de informática, com conhecimentos em algumas linguagens de programação, banco de dados e web. Trabalha na Programadores S/A. Apaixonado por videogames e viciado em humor e piadas sem graça. Um cara extrovertido que não fez nada de importante na vida ainda :D

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